“Cidades de Papel”: o que acho dessa história de mistério e paixão.
“Cidades de Papel” é o quinto e último livro de John Green lançado no Brasil. Se você ainda não faz parte da legião de fãs, por que ler mais uma obra do autor? Porque ele escreve com despretensão para o público jovem. E acerta!
Com uma linguagem fresca e desbocada, o timing certeiro e o humor debochado, é impossível não se identificar. John Green mescla o humor e a filosofia para levantar questões sobre temas complexos como família, escolhas, futuro, e sem ser chato ou clichê. Uma das inspirações de John para escrever “Cidades de Papel” foi o livro “Na Natureza Selvagem”, de Jon Krakauer.
“Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade, para arrumar um bom emprego, para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade, para que eles consigam arrumar um bom emprego, para comprar uma casa legal, para mandar os filhos para a faculdade”
“Cidades de Papel” fala sobre descobertas. Quentin Jacobsen é um jovem sonhador que nutre uma paixão platônica por sua vizinha, a misteriosa Margo Roth Spiegelman. Quentin vive feliz em seu mundinho até que a jovem o convida para uma noite inusitada, que inclui um plano de vingança.
Após viver a noite de sua vida, Quentin descobre que Margo desapareceu. Ele se depara com algumas pistas e não vai sossegar até descobrir seu paradeiro. Aquela velha história de “não dê esperanças para um jovem apaixonado”. A partir daí tudo vira um grande mistério capaz de deixar qualquer um bem tenso.
Ela está viva? Quer ser encontrada? Enquanto tenta descobrir o que aconteceu com Margo, ele tem várias surpresas que o fazem enxergar um lado da menina que ele desconhecia. Ao embarcar nesta aventura Quentin começa a encarar muitas coisas sobre ele mesmo que também estavam escondidas.
John Green desmitifica a garota perfeita em “Cidades de Papel”, mostra o erro de idealizar muito uma pessoa e como pode ser pesado e sofrido viver preso a uma imagem distorcida e longe da realidade. Meninos, leiam o livro e entendam um pouquinho do universo tão complicado das meninas. Em “Quem é você, Alasca?” o autor também explora o tema da musa arrebatadora de corações, mas de uma forma infinitamente mais densa.
Da metade em diante, você não vai conseguir largar o livro, vai querer devorar as páginas e descobrir de uma vez por todas o mistério de Margo. Você vai acompanhar a ansiedade desesperadora de Quentin em busca da verdade.
E já vou avisando, quando terminar de ler vai querer conversar com um amigo. O livro levanta questões que ficam martelando na cabeça e que precisam ser compartilhadas e entendidas. John Green, seu esperto!
CIDADES DE PAPEL
John Green
Ano: 2013
Páginas: 368Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 368Editora: Intrínseca
Fonte: http://papelpop.com/

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